Sobre Esta Edição
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Esta edição de eJournal USA aborda o que aqueles que estão familiarizados com a história do movimento ambientalista nos Estados Unidos talvez vejam como uma tendência surpreendente o modo como as empresas americanas nos últimos anos adotaram maneiras ecologicamente corretas de fazer negócio. O que leva uma empresa a “tornar-se verde”? “Avaliamos nossa empresa e reconhecemos que um enfoque em tecnologia ambiental poderia ser uma grande iniciativa empresarial para a companhia”, disse Jeffrey Immelt, diretor executivo da General Electric, uma das empresas que se destacam nessa área. “O conceito sobre o qual trabalhávamos na época era essa noção de que verde é verde.” Assim, o meio ambiente tornou-se uma oportunidade de negócio, uma chance para aumentar os lucros, o objetivo central de qualquer empreendimento comercial. Mas fazer com que as empresas adotem políticas verdes é algo bem mais complexo do que isso. Organizações não-governamentais (ONGs), consumidores, investidores, novas tecnologias e políticas governamentais todos eles desempenharam seu papel. ONGs e empresas estão encontrando maneiras de trabalhar juntas para proteger o meio ambiente, em particular por meio do desenvolvimento de normas e programas de certificação verde. Algumas empresas estão respondendo aos anseios dos consumidores de comprar produtos com menos impacto ao meio ambiente — em sua criação, embalagem, marketing, uso e descarte. Muitos investidores, também, estão optando por colocar seu dinheiro em negócios verdes às vezes por razões idealistas; outras vezes por verem que práticas sustentáveis são de fato mais lucrativas no longo prazo. Desenvolvimentos recentes na tecnologia tornaram mais fácil proteger o meio ambiente, e muitas empresas aprenderam que uma cadeia de fornecimento sustentável é um ativo valioso. As políticas governamentais certamente tiveram um papel, mas esse não é o foco principal desta revista. Jeffrey Immelt explica esse movimento ao falar sobre o pensamento de sua empresa: “Não se trata mais de um assunto secundário. Não se trata mais de um assunto de nicho. Trata-se agora de um assunto dominante que perpassa a economia como um todo. Além disso, a tecnologia e as soluções de serviço são reais. Algumas podem levar algum tempo para ser colocadas em prática, como a gaseificação do carvão, o seqüestro do carbono ou tecnologias híbridas, mas são tecnologias que podem ser comercializadas nos próximos 5 ou 10 anos. Por fim, esse interesse acelerou coisas como normas de desempenho renovável. Mas grande parte foi conduzido por empresas que finalmente disseram: ‘Vamos em frente com esse tema. Vamos em frente com essa tendência. Vamos investir antes que seja obrigatório, porque vemos que isso está vindo para ficar.’” Os editores |
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