Expulsando os Invasores
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Das águas estuarinas às vastas florestas e vales de terras públicas, passando pelos jardins das casas comuns, a invasão de espécies de plantas é um grande problema ambiental nos Estados Unidos e em muitas outras partes do mundo. O problema começa com a importação inadvertida ou com a introdução deliberada, porém imponderada, de uma planta advinda de um ecossistema completamente diferente. Deixada em um ambiente novo, sem os controles naturais do seu próprio ecossistema delicadamente equilibrado, uma planta exótica pode sufocar espécies nativas em um ecossistema, às vezes chegando ao ponto de subjugá-las completamente. Em alguns casos, essa invasão pode ameaçar a sobrevivência de plantas nativas exclusivas das condições ambientais características de um habitat. A introdução bem-intencionada, porém ambientalmente insalubre, de espécies no continente americano data dos primórdios da colonização européia, muito antes das conseqüências biológicas e ambientais de tais ações serem entendidas. O total reconhecimento do problema das espécies invasoras nos parques nacionais veio na década de 1960 com a publicação do marcante Relatório Leopold, assim denominado em homenagem ao eminente biólogo que conduziu um estudo sobre o manejo ecológico de parques. Atualmente, o Serviço Nacional de Parques (NPS) enfrenta o problema das espécies invasoras com as Equipes de Controle de Plantas Exóticas (EPMTs). As EPMTs foram criadas para prover estrutura e resposta imediata às invasões de plantas exóticas nos parques. As 16 equipes foram espalhadas pelos Estados Unidos, cada uma atendendo uma rede regional de parques. As EPMTs desempenham papel cada vez mais importante como especialistas regionais no controle de vegetação e espécies invasoras. As equipes também prestam assistência aos parques com planos de controle da vegetação e em conformidade ambiental. Nos últimos cinco anos, as EPMTs realizaram controle ou tratamento de mais de 35 mil acres (cerca de 14 mil hectares), trabalharam em mais de 200 parques e trataram mais de 300 espécies de plantas invasoras. As plantas invasoras são controladas com o uso de uma variedade de técnicas químicas, biológicas, mecânicas e remoção manual , todas com o objetivo de controlar a propagação ou reduzir a densidade de crescimento. O trabalho das equipes tem sido amparado por mais de 25 mil horas de voluntariado para auxiliar na conservação. De igual modo, a Associação Estudantil de Conservação, organização nacional de jovens voluntários que trabalha para a melhoria das terras públicas, tem sido um parceiro importante nesse trabalho de controle das espécies invasoras. O Serviço de Parques também alista a geração mais jovem de amantes de parques para ajudar no controle das espécies invasoras. Há alguns meses, a diretora do NPS Mary A. Bomar esteve no Parque Nacional Everglades, na Flórida, junto com a primeira-dama Laura Bush e um grupo de estudantes. Os alunos ajudaram na remoção da aroeira-vermelha, espécie invasora exótica comum no sul da Flórida. Na ocasião, os estudantes se tornaram guardas-florestais juniores honorários e auxiliaram os funcionários do parque na plantação de 15 árvores e arbustos nativos da área.
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