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Guardas-Florestais e Guias Suíços

National Parks

ÍNDICE
Sobre Esta Edição
O Significado Espiritual e Cultural dos Parques Nacionais
A Própria História dos Estados Unidos
As Jóias da Coroa: Galeria de fotografias sobre os parques nacionais americanos
Cenário e Ciência nos Parques Nacionais dos EUA
Parques Podem Mudar uma Nação
Oh, Ranger: Fazer Algo de Duradouro
Parques dos EUA: Cronologia
Lugares Especiais Unindo Todos os Americanos
Quando um Parque Não É um Parque
Guardas-Florestais e Guias Suíços
Oh, Ranger: O Apelo das Rochas
Clima de Mudança
Expulsando os Invasores
Oh, Ranger: O Local de Trabalho Mais Lindo do Mundo
Guardiões dos Monumentos Antigos
Patrimônio de Toda a Humanidade
Oh, Ranger: Nos Degraus onde Esteve Martin Luther King
Recursos Adicionais
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Crianças aprendem sobre vida marítima com guarda-florestal do Parque Nacional de Acádia em 1961 (Acervo de Fotografias Históricas do NPS)

Nas últimas décadas, o Serviço Nacional de Parques (NPS) dos EUA colocou sua experiência à disposição de muitas nações que trabalham para desenvolver, expandir e melhorar seus parques e iniciativas para conservação. Mas isso não tem sido uma via de mão única o serviço americano também tem se beneficiado diretamente do compromisso internacional. Há décadas, por exemplo, o NPS começou a seguir uma prática européia para desenvolver o que se tornou uma das atrações características dos parques americanos.

Nos primeiros anos após a criação do Serviço de Parques pelo Congresso em 1916, o primeiro diretor da agência, Steven Mather, buscou orientação sobre como criar caminhadas na natureza para visitantes e sobre como fornecer aos visitantes explicações e interpretação das características dos parques. Ele recorreu a George Goethe, filantropo e conservacionista da Califórnia.

Goethe e sua esposa tinham viajado à Europa, viagem feita somente por alguns privilegiados americanos daquela época. Viram grupos de estudantes sendo guiados em trilhas alpinas por seus professores, que davam explicações sobre as flores, as plantas e as paisagens ao longo do caminho. Goethe percebeu que as excursões eram mais do que simplesmente educacionais.

Os suíços viam as aulas sobre paisagem como uma ferramenta para ajudar a construir unidade e apreço pelo lugar entre os diversos grupos étnicos e lingüísticos tentando viver lado a lado no pequeno país montanhoso. Enquanto as crianças compartilhavam a beleza e a maravilha de seu país nessas excursões, ponderaram os suíços, elas poderiam também desenvolver um sentido comum de patriotismo e orgulho que poderia ser compartilhado por elas apesar das diferenças de língua e religião de suas famílias.

Os Goethes decidiram que os Estados Unidos, com seus muitos cidadãos de diversas origens, também poderiam se beneficiar da sensação compartilhada de maravilha que um guia da natureza poderia infundir. Eles recrutaram naturalistas e botânicos para conduzir tais excursões em resorts particulares no Lago Tahoe, lago pitoresco aninhado nas Montanhas da Serra Nevada na fronteira da Califórnia com Nevada.

Em 1920 os Goethes e seus guias haviam adquirido experiência e sucesso suficientes em seus esforços e receberam um convite do diretor Mather para lançar um programa semelhante no Parque Nacional de Yosemite. Comunicado à imprensa do Departamento do Interior em 1960 comemorou décadas de sucesso iniciado com os Goethes: "As iniciativas originais, o entusiasmo e o generoso apoio financeiro à idéia de "guia da natureza" do casal Goethe transformou-se no programa atual de interpretação personificado pelos guardas-florestais naturalistas uniformizados, historiadores e arqueólogos do Serviço [de Parques] que guiam os visitantes nos parques nacionais."

No século 21, a tradição dos guias alpinos continua na forma de 5 mil guias do Serviço Nacional de Parques que trabalham para compartilhar a alegria e a maravilha dos parques com mais de 275 milhões de visitantes todo ano.

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