Competir Sempre pelo Objetivo MaiorDawn Staley
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Dawn Staley participou cinco vezes do time de estrelas (all-star) do basquete profissional feminino dos EUA e foi três vezes medalhista de ouro olímpica representando os Estados Unidos em 1996, 2000 e 2004. É treinadora do time de basquete feminino da Universidade de Temple e será técnica do time de basquete feminino olímpico de 2008. Sua Fundação cria e apóia programas educacionais e esportivos para jovens em situação de risco na Filadélfia, sua cidade natal, na Pensilvânia. Sou uma pessoa de sorte, porque essa será a quarta vez que participo das Olimpíadas. As três primeiras vezes fui como jogadora e este ano estou indo como técnica. Sempre que represento meu país em um evento como os Jogos Olímpicos me sinto realmente honrada, porque são poucos os que conseguem participar de algo dessa magnitude. Adoro ser associada ao time de basquete olímpico americano porque para mim é como se fosse uma utopia. As jogadoras se reúnem com um só objetivo — ganhar a medalha de ouro, e nada interfere nisso. A primeira vez que fui às Olimpíadas, em 1996, a sensação foi incrível. Chegar até lá requer muito sacrifício, trabalho, disciplina e perseverança. Participar dos Jogos Olímpicos foi sempre o sonho da minha vida, e quando os sonhos se realizam, queremos transmitir aos outros essa sensação. Como técnica, sei que o meu time, como todos os outros times, deverá enfrentar desafios nas Olimpíadas de 2008. Se isso acontecer, direi às jogadoras que elas terão de jogar para atingir o objetivo maior desde o início. Cada time dará o melhor de si no jogo contra nós, seja qual for a sua posição no ranking, então teremos de dar o melhor de nós desde o começo, tendo sempre em mente a medalha de ouro como objetivo final.
Mas sempre há sucessos e fracassos, e essas experiências são ferramentas de aprendizado. Mesmo quando as coisas não são como gostaríamos, nos esportes e na vida, ainda assim temos de perseverar. É por isso que criei a Fundação Dawn Staley em 1996. Nosso foco são jovens em situação de risco, e oferecemos um programa pós-escola, uma liga de verão de basquete e programas de mentoreamento para meninas. Quero ensinar disciplina aos jovens e como fazer algo positivo. Queremos garantir que os alunos dêem o melhor de si nas salas de aula e tenham as ferramentas necessárias para ingressar no ensino secundário e na faculdade e superar as expectativas. Também tenho uma vontade incrível de vencer as dificuldades. Cresci em um lugar que, em geral, não oferecia muitas possibilidades. Sempre ouvi as pessoas dizerem que eu não poderia ir para as Olimpíadas ou fazer faculdade. Quando as pessoas me diziam que eu não poderia fazer alguma coisa, isso me motivava ainda mais. Vi a pobreza de perto e agora tenho um bom trabalho e uma vida confortável. O que é importante para mim é que tenho uma vida equilibrada e sou exemplo para as jovens do nosso programa. Isso é gratificante. Sempre aspirei alcançar metas elevadas. Fui a caçula de cinco irmãos. Sempre tive de competir por atenção e brincar com meus irmãos mais velhos. Minha maior emoção era jogar basquete com os meninos no pátio de recreio: era divertido e competitivo e me permitia focar em algo positivo. E foi lá que tracei meus objetivos. Quando eu via mulheres participando das Olimpíadas, no palco do mundo, sabia que queria atuar naquela plataforma. Uma coisa que aprendi é que muitas pessoas acham que podem generalizar sobre suas aptidões em razão da forma e do lugar onde você cresceu, mas eu não gosto disso. É por isso que gosto de conversar com as pessoas e entender suas experiências. Nas Olimpíadas há pessoas de todas as classes sociais. O que eu mais gosto nesses Jogos é que eu sei o que cada atleta precisou fazer para estar ali. Só um em cada 10 mil atletas participa das Olimpíadas, e quando você está lá, pode sentir a alegria de estar entre pessoas que se esforçaram tanto quanto você para chegarem onde estão.
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